Cultura

ARTIGO: E vós, quem dizeis que eu sou?

ARTIGO: E vós, quem dizeis que eu sou?...

Leituras:

Zc 12,10-11;13,1

Sl 62

Gl 3,26-29

Lc 9,18-24

 

Após um longo período em que celebramos a Quaresma, a Páscoa e, por fim, a solenidade da Santíssima Trindade, retomamos a caminhada do Tempo Comum, em seu 12º Domingo. É um tempo também forte, de encontro espiritual com o Cristo que se revela a nós no dia-a-dia, das maiores às menores situações de nossas vidas. É bom recordar que, neste ano C da liturgia, estamos meditando o evangelho de Lucas nas celebrações dominicais.

 

O evangelho proclamado neste domingo ressoa forte com a pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Lc 9,20). Após os discípulos dizerem a Jesus como o povo o reconhecia, o Mestre transfere a pergunta a seus mais próximos colaboradores. Para muitos, naquele tempo, Jesus poderia ser identificado como um fazedor de milagres, ou como um homem de ensinamentos bonitos, ou mesmo um salvador político, que teria vindo para libertar Israel da opressão dos inimigos. É o risco que corremos também hoje, de identificarmos Jesus não pelo que Ele é, mas pelo que desejamos que ele seja, isto é, formar um “deus” que corresponda aos nossos interesses.

 

A resposta de Pedro, que deve ser também a nossa, é diferente destas expectativas: Jesus é “o Cristo de Deus” (Lc 9,20). É muito mais do que poderíamos esperar: diante de nós está o Ungido, o próprio Deus vindo ao mundo para salvar a humanidade. Sua mensagem, assim, não é apenas para responder a algumas de nossas necessidades pessoais, mas é uma mensagem que implica em adesão total do ser humano, renúncia em fazer a sua própria vontade e desejo de fazer a vontade do Pai, que se manifesta a nós em seu Filho: “se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me” (Lc 9,23).

 

O caminho cristão é sempre o caminho da cruz, porque a cruz é o símbolo maior do amor – temos um Deus que nos amou até o fim, a ponto de nos entregar sua vida por nossa salvação. Aderimos à cruz de Cristo quando nos comprometemos a converter nossos costumes errados, buscando sermos fieis ao que o Espírito nos pede. Ao olhar para Deus (cf. Zc 12,10), entendemos quem é o ser humano, criado à Sua imagem e semelhança. Se professamos, como Pedro, Jesus como o Cristo, podemos entender também que o discípulo só será fiel à sua vocação quando, como seu Mestre, doar sua vida pelos irmãos.

           

José Mário Santana Barbosa

Seminarista

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2 Mensagem(s)

  1. Rosângela Maria da Silva
    Boa tarde, José Mário! Parabéns pelo Artigo! DEUS te abençoe sempre cada vez mais 🙏🏽 Grande abraço!
  2. Ana Lúcia Monteiro Oliveira.
    Parabéns José Mário!!! Espero ansiosa o seu artigo a cada semana. Você é um grande evangelizador. Deus o abençoe. Carinhoso abraço.

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